Corajoso deputado solta o verbo o PCC e CV: “Tem que brecar esses caras, os EUA estão tentando isso” (veja o vídeo)

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"Eles matam quem querem": Conte Lopes defende classificação de facções como terroristas em entrevista reveladora

O cenário da segurança pública no Brasil atravessa um de seus momentos mais críticos, e poucas vozes possuem tanta autoridade técnica e vivência prática para falar sobre o tema quanto o deputado estadual Conte Lopes (PL-SP). Em uma entrevista contundente concedida ao jornalista Ricardo Roveran, o parlamentar e oficial veterano da ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) abriu o jogo sobre a evolução do crime organizado no país.

Com a experiência de quem enfrentou o crime nas ruas em épocas onde a "lei" era ditada no cano do fuzil, Lopes não mediu palavras ao analisar a expansão do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do Comando Vermelho (CV). Para ele, o Brasil comete um erro estratégico e jurídico ao tratar esses grupos apenas como "criminosos comuns". O veredito do deputado é claro: é preciso classificá-los como organizações terroristas.


A Gênese do Caos: O Nascimento das Facções

Durante a conversa, Conte Lopes relembrou os primórdios da organização criminosa em São Paulo. Ele destacou que o crescimento dessas facções não foi um acidente, mas o resultado de décadas de negligência estatal e políticas carcerárias ineficientes. Lopes, que viveu o cotidiano da polícia de elite paulista, recordou como o PCC começou a se articular dentro dos presídios, aproveitando-se de um vácuo de poder e de uma comunicação que o Estado não conseguiu estancar.

"Nós vimos esses caras crescerem. O que era um grupo de proteção dentro das cadeias se transformou em uma holding do crime internacional", explicou o deputado. Segundo ele, a simbiose entre o Comando Vermelho, no Rio de Janeiro, e o PCC, em São Paulo, criou um eixo de criminalidade que hoje domina rotas de tráfico, portos e comunidades inteiras.

“Esses caras têm que ser tratados como terroristas, eles matam quem eles querem, onde eles querem, eles têm armas melhores do que as da polícia! Tem que brecar esses caras, talvez os EUA estejam vendo isso”, afirmou Conte Lopes.

A Superioridade Bélica e o Abismo da Segurança

Um dos pontos mais alarmantes tocados por Conte Lopes foi a disparidade de armamento entre as forças de segurança e as facções. O parlamentar destacou que, enquanto o policial na ponta da linha muitas vezes lida com burocracia para trocar um armamento ou munição, o crime organizado opera com logística de guerra.

O uso de fuzis de calibre .50, metralhadoras antiaéreas e explosivos de alto poder destrutivo transformou os confrontos urbanos em cenários de combate militar. Lopes argumenta que a classificação de terrorismo é necessária justamente porque o modus operandi desses grupos visa o controle territorial e a imposição do medo na sociedade civil e nos agentes públicos.

Por que o termo "Terrorista"?

  • Controle Territorial: Domínio de comunidades onde o Estado não entra.
  • Poder de Coerção: Assassinatos de magistrados, policiais e civis para enviar mensagens políticas.
  • Logística Transnacional: Alianças com cartéis estrangeiros e grupos guerrilheiros.
  • Ameaça à Soberania: Desafio direto às instituições democráticas e à ordem pública.

[VEJA O VÍDEO COMPLETO DA ENTREVISTA AQUI]


O Papel da ROTA e a Resposta do Estado

Como oficial da ROTA, Conte Lopes conhece a importância de uma força de elite que seja temida pelo crime. No entanto, ele pondera que a polícia sozinha, sem o respaldo de leis severas, está "enxugando gelo". Ele critica a lentidão do Congresso Nacional em endurecer as penas e em fechar as brechas que permitem que líderes de facções continuem comandando crimes de dentro de presídios federais.

A entrevista com Ricardo Roveran também tocou na questão da inteligência. Lopes defende que o Brasil precisa de uma integração real entre as polícias estaduais e os órgãos federais, mas ressalta que "inteligência sem ação não prende ninguém". Para ele, a presença ostensiva e a demonstração de força são essenciais para retomar os territórios perdidos para o tráfico.

A Visão Internacional: O Brasil no Radar dos EUA

Lopes mencionou que o mundo, especialmente os Estados Unidos, está atento ao fortalecimento dessas organizações no Brasil. A preocupação é que o país se torne um narcostado, onde as instituições são infiltradas pelo dinheiro do crime organizado. Nos EUA, a designação de grupos como "Organizações Terroristas Estrangeiras" (FTOs) permite um bloqueio financeiro e uma perseguição jurídica que o Brasil ainda não aplica com a mesma eficácia.

"Se o Brasil não tomar uma atitude drástica agora, seremos reféns permanentes. Quando eu digo que eles são terroristas, é porque a estratégia deles é o terror. Eles não respeitam a vida humana, não respeitam a farda e não respeitam a bandeira", enfatizou o deputado.


Conclusão: Um Chamado à Ação Legislativa

A trajetória de Conte Lopes se confunde com a história da segurança em São Paulo. Sua fala não é apenas um desabafo de um policial veterano, mas um alerta político de quem ocupa uma cadeira na Assembleia Legislativa (ALESP) e entende os mecanismos do poder. A entrevista serve como um divisor de águas no debate sobre a Lei Antiterrorismo no Brasil.

Para os seguidores de Roveran e eleitores de Lopes, a mensagem é clara: a segurança pública precisa de uma reforma que vá além das câmeras nas fardas ou do aumento do policiamento. É necessária uma mudança de mentalidade jurídica. Enquanto o crime for tratado com "luvas de pelica", a sociedade continuará pagando o preço com vidas e liberdade.

Este artigo foi baseado nas declarações oficiais do deputado Conte Lopes em entrevista recente. Acompanhe nosso blog para mais atualizações sobre segurança pública e política brasileira.

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