O cenário político em Brasília ferve na manhã desta quarta-feira (29). O atual advogado-geral da União, Jorge Messias — eternizado no imaginário popular pelo polêmico episódio do "Bessias" em 2016 —, enfrenta o maior desafio de sua carreira: a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal. Indicado para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), Messias chegou sob olhares atentos e um cerco implacável da oposição.
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🚨AGORA - Senador Flávio Bolsonaro enquadra Jorge Messias e questiona por que ele deixou sindicato do irmão de Lula fora de investigação
“O senhor deixou de fora algumas dessas associações! Por exemplo, SINDINAP, que tinha como presidente o Frei Chico, irmão de Lula” pic.twitter.com/qC0fIBrpeD
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) April 29, 2026
🚨AGORA - Senador Flávio Bolsonaro enquadra Jorge Messias e questiona por que ele deixou sindicato do irmão de Lula fora de investigação
“O senhor deixou de fora algumas dessas associações! Por exemplo, SINDINAP, que tinha como presidente o Frei Chico, irmão de Lula” pic.twitter.com/qC0fIBrpeD
O Início Tenso: "Deus abençoe vocês"
Pouco antes das 9h, Jorge Messias cruzou os corredores do Senado cercado por uma nuvem de jornalistas e assessores. A fisionomia, contida, tentava transmitir uma serenidade que o ambiente não corroborava. Questionado sobre sua expectativa para o embate que viria a seguir, Messias foi lacônico, mas estrategicamente religioso: “Deus abençoe vocês”, limitou-se a dizer.
Essa frase, para analistas políticos presentes no local, não foi por acaso. O candidato ao STF tenta, há semanas, quebrar a resistência da bancada evangélica e de senadores conservadores que veem sua indicação como uma afronta à independência dos poderes, dado seu histórico de proximidade com o Poder Executivo.
O Fantasma de 2016: "Bessias" no Centro do Furacão
Não demorou muito para que o passado batesse à porta. Logo na abertura dos questionamentos, senadores da oposição não pouparam o indicado. O apelido "Bessias", que surgiu de um áudio vazado entre a então presidente Dilma Rousseff e o atual mandatário, tornou-se o calcanhar de Aquiles de Jorge Messias.
Os parlamentares questionaram se o "notável saber jurídico" e a "reputação ilibada", requisitos constitucionais para o cargo, estariam presentes em alguém que, nas palavras de um senador oposicionista, "atuou como um estafeta de luxo para manobras políticas que visavam obstruir a justiça no passado". Messias, visivelmente desconfortável, tentou manter a postura técnica, alegando que sua atuação sempre foi pautada pela legalidade e pelo serviço público.
Encurralado: O Embate sobre a "Liberdade de Expressão"
O ponto mais crítico da sabatina até o momento — e que justifica o termo "encurralado" — diz respeito à atuação de Messias frente à AGU na criação da chamada "Procuradoria da Defesa da Democracia".
Relatores e membros da CCJ apresentaram uma bateria de perguntas sobre o que chamam de "caça às bruxas" contra críticos do governo. Messias foi confrontado com dados sobre processos abertos contra cidadãos e jornalistas. A oposição argumenta que, se eleito para o STF, ele levaria para a Corte o "DNA da censura".
"O senhor pretende ser um ministro da Constituição ou um ministro do Governo dentro do Supremo?", questionou incisivamente um dos senadores mais influentes da ala conservadora.
Neste momento da sessão, o indicado hesitou. A defesa de Messias baseia-se na ideia de "combate à desinformação", mas os senadores replicaram com exemplos de decisões recentes que, segundo eles, ferem de morte a liberdade de expressão garantida pelo Artigo 5º da Carta Magna.
A Estratégia da Oposição: Voto por Voto
Ao contrário de outras sabatinas que transcorreram de forma protocolar, esta está sendo marcada por um detalhamento técnico e político exaustivo. A oposição se organizou em um "rodízio de temas":
- Segurança Jurídica: Questionamentos sobre a revisão de privatizações;
- Pautas de Costumes: Posicionamentos sobre aborto e descriminalização de drogas;
- Ativismo Judicial: A visão do indicado sobre os limites entre o STF e o Congresso.
Messias tem tentado se esquivar de respostas binárias, utilizando um juridiquês rebuscado, o que tem gerado impaciência na comissão. "Responda 'sim' ou 'não', Dr. Jorge. O povo brasileiro quer clareza", disparou um parlamentar durante a última intervenção.
O Papel do "Jornal da Cidade Online" nesta Cobertura
O Jornal da Cidade Online segue acompanhando cada minuto desta sabatina. Entendemos que a indicação de um ministro ao STF é uma decisão que moldará o destino das próximas gerações. O compromisso com a verdade e com a exposição dos fatos, sem os filtros da velha mídia, é o que nos move.
Nossos correspondentes em Brasília relatam que, nos bastidores, o governo já trabalha com uma margem estreita de votos. A performance de Messias na CCJ hoje é considerada "desastrosa" por aliados próximos, que temiam o confronto direto com senadores preparados tecnicamente.
Conclusão Parcial: O que esperar das próximas horas?
A sabatina não tem hora para acabar. Após a fase de perguntas da CCJ, o nome de Jorge Messias ainda precisará passar pelo plenário do Senado. Se a pressão continuar no ritmo atual, o governo poderá enfrentar uma derrota histórica ou, no mínimo, uma vitória tão apertada que deixaria o novo ministro sob constante suspeição pública.
Messias continua sendo questionado sobre sua imparcialidade. Afinal, como um homem que serviu tão proximamente ao núcleo do poder poderá julgar processos que envolvem seus antigos chefes e aliados políticos? Esta é a pergunta que ecoa nas galerias do Senado e nas redes sociais.
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