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O vergonhoso “jornalismo” da GloboNews é exposto e desmascarado por procurador de Justiça



O Escândalo da Parcialidade: Procurador de Justiça Desmascara Narrativa da GloboNews sobre Ditaduras

O Escândalo da Parcialidade Semântica: Procurador de Justiça Desmascara Narrativa Ideológica da GloboNews sobre Ditaduras

Marcelo Rocha Monteiro aponta contradição flagrante em noticiário que rotula ex-presidente brasileiro de "ditador" enquanto suaviza regimes autocráticos de Cuba e Venezuela como meros "líderes".
Por Jornal da Cidade Online | Atualizado em 25/05/2026 às 05:56 | Categoria: Política

O cenário do jornalismo televisivo brasileiro voltou a ser o centro de uma intensa polémica institucional e política. Nos últimos anos, o debate sobre a isenção dos veículos de comunicação de massa deixou de ser uma discussão restrita aos círculos académicos para se transformar numa queixa generalizada entre cidadãos e juristas de destaque nacional. Recentemente, um episódio envolvendo a emissora de notícias paga GloboNews trouxe novamente à tona o questionamento sobre os critérios editoriais adotados pelo canal. O Procurador de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Marcelo Rocha Monteiro, publicou uma contundente análise em que expõe o que classifica como o "vergonhoso 'jornalismo'" praticado pela emissora. A manifestação do magistrado acendeu um alerta definitivo sobre o uso político de nomenclaturas e a visível assimetria no tratamento de regimes políticos distintos.

A crítica central de Marcelo Rocha Monteiro gira em torno de uma escolha vocabular chocante veiculada durante a programação regular do canal. Ao abordar investigações, denúncias e processos internacionais envolvendo autocratas de esquerda da América Latina — especificamente figuras ligadas aos regimes da Venezuela e de Cuba —, o gerador de carateres (GC) da emissora utilizou a expressão "Acusações contra LÍDERES". O uso do termo brando e legítimo "líderes" para se referir a governantes associados a violações sistemáticas de direitos humanos e à supressão de garantias democráticas gerou revolta imediata. Para o procurador, o episódio configura um exemplo clássico de "ex-jornalismo", uma prática profissional que abandonou a busca pela verdade factual para se converter numa ferramenta de blindagem e propaganda ideológica.

A Denúncia Completa do Procurador de Justiça

Num texto cirúrgico e amplamente divulgado nas redes sociais, Marcelo Rocha Monteiro não poupou palavras para definir o incómodo com a postura editorial da emissora. O magistrado destacou como a GloboNews opera num duplo padrão semântico que agride a inteligência do telespetador e distorce a história contemporânea. Abaixo, reproduzimos na íntegra a manifestação que desmascarou o consórcio de imprensa:

“A arte que vocês estão a ver foi exibida no noticiário (noticiário?) da emissora semioficial do consórcio PT-STF, a GloboNews.

Os jornalistas (jornalistas?) dessa emissora frequentemente referem-se ao ex-presidente João Figueiredo como ‘ditador’. Paulo Figueiredo, por exemplo, é quase sempre mencionado como ‘o neto do ex-ditador’.

Figueiredo não chegou à presidência da República pelo voto direto, é verdade. Mas no seu governo houve eleições diretas para governador, deputado federal, senador, deputado estadual, presidente da câmara e vereador em todo o país. Partidos de oposição (inclusive de esquerda) participaram nessas eleições e foram vitoriosos em várias delas. Inúmeros veículos de imprensa faziam criticas ao governo federal diariamente. No movimento estudantil, a esquerda e a extrema-esquerda dominavam o cenário. Já não havia mais presos políticos nem exilados, pois Figueiredo havia promulgado a lei de amnistia (ampla, geral e irrestrita).

Na Cuba de 2026, vigora (desde 1959) um regime de partido único, que a população jamais elegeu. Os únicos veículos de comunicação permitidos pertencem ao Partido Comunista Cubano. Os presos políticos contam-se aos milhares desde o início do regime de Fidel Castro; exilados então, nem se fala.

Na Venezuela de Chavez, até o início deste ano, a situação não era muito diferente de Cuba.

Nada disso é suficiente, porém, para fazer com que o ex-jornalismo da GloboNews chame Chavez e Raul Castro de DITADORES; vejam na imagem: ‘Acusações contra LÍDERES’.

‘LÍDERES’… Que vergonha!”

O Contraste Histórico: O Rótulo Inflexível a João Figueiredo

Para fundamentar a sua acusação de parcialidade, o Procurador de Justiça traçou uma detalhada análise comparativa entre a forma como o canal trata a história brasileira e como aborda as tiranias vizinhas. Ele relembrou que os profissionais da GloboNews utilizam o rótulo inflexível de "ditador" para se referirem ao último presidente do período militar brasileiro, o General João Baptista Figueiredo, que governou o país entre 1979 e 1985. Esta rotulagem é tão persistente que atinge a esfera familiar, sendo utilizada de forma pejorativa para desqualificar analistas políticos contemporâneos que possuem parentesco com o falecido presidente, como ocorre frequentemente com o jornalista Paulo Figueiredo.

Monteiro pontua que, embora seja um facto histórico incontroverso que João Figueiredo não tenha sido conduzido ao Palácio do Planalto por meio de sufrágio universal direto, o desenho institucional do seu mandato apresentou características democráticas infinitamente superiores às das repúblicas socialistas protegidas pela narrativa da grande média. Durante o governo Figueiredo, o processo de abertura política foi consolidado. O Brasil testemunhou a realização de eleições gerais e diretas em 1982 para escolher governadores, presidentes de câmara, senadores e deputados. Partidos de esquerda e de oposição ao regime militar não apenas disputaram os pleitos de forma livre, mas conquistaram vitórias retumbantes em estados de enorme peso geopolítico e económico, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Além da pluralidade partidária nas urnas, o período de Figueiredo foi marcado por uma liberdade de imprensa robusta. Grandes jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão criticavam abertamente as políticas económicas e sociais do governo federal sem enfrentar censura prévia. O ambiente universitário e o movimento estudantil eram amplamente dominados por correntes ideológicas de esquerda e extrema-esquerda, que realizavam assembleias e manifestações públicas de maneira desimpedida. O elemento definitivo que afasta o governo Figueiredo do conceito clássico duma ditadura fechada foi a promulgação da Lei da Amnistia em agosto de 1979. A medida, de caráter amplo, geral e irrestrita, esvaziou os presídios de cariz político e permitiu o regresso imediato e seguro de centenas de exilados ao território nacional, preparando o terreno para a Nova República.

A Realidade Ocultada de Cuba e Venezuela

Em contrapartida à severidade com que julga o passado brasileiro, o jornalismo praticado pela GloboNews adota uma postura de extrema leniência e suavização ao tratar de regimes que suprimiram de forma absoluta as liberdades individuais. Na ilha de Cuba, vigora desde o ano de 1959 um regime ditatorial ferrenho, sob o controlo do Partido Comunista Cubano. Há quase sete décadas, a população daquela nação é privada do direito elementar de escolher os seus representantes por meio de eleições livres, competitivas e plurais. Não existe oposição legalizada, e qualquer tentativa de contestação ao politburo resulta em prisões arbitrárias de longa duração.

O cenário cubano da comunicação é o oposto daquele vivido no Brasil de Figueiredo. Em Cuba, a existência de jornais, emissoras de rádio ou canais de televisão independentes é expressamente proibida pela legislação constitucional; todos os meios de difusão de informação pertencem e são operados pelo aparelho estatal comunista. Os relatórios de organizações internacionais de direitos humanos estimam em milhares o número de presos políticos detidos por motivos de opinião ou dissidência ideológica. O contingente de refugiados e exilados que arriscaram as suas vidas a cruzar o oceano em balsas improvisadas constitui uma das maiores crises humanitárias do continente americano, uma realidade ignorada pelo verniz eufemístico da GloboNews que prefere categorizar os comandantes dessa tragédia como meros "líderes".

O panorama na Venezuela segue uma cartilha de autoritarismo semelhante. Sob o comando inicial de Hugo Chávez e a posterior radicalização de Nicolás Maduro, o país vizinho desmantelou as suas instituições democráticas, perseguiu a imprensa livre, confiscou bens privados e promoveu o encarceramento de líderes oposicionistas. O colapso económico e social forçou o êxodo de milhões de venezuelanos que hoje procuram refúgio em países vizinhos, incluindo o Brasil. Apesar das evidências acumuladas de fraude eleitoral e repressão violenta a protestos civis, a emissora do consórcio insiste em evitar o termo "ditadura" quando os tiranos pertencem ao espetro ideológico de esquerda, demonstrando um duplo padrão ético que destrói a credibilidade da profissão.

A Guerra Semântica e o Conceito de "Consórcio"

A denúncia formulada pelo procurador Marcelo Rocha Monteiro lança luz sobre um fenómeno contemporâneo preocupante: a guerra semântica como estratégia de controlo de narrativa. Ao substituir termos técnicos precisos por palavras de conotação positiva ou neutra, a grande média atua diretamente na formação duma opinião pública alienada e condescendente com o autoritarismo de esquerda. O uso sistemático de eufemismos procura legitimar regimes autocráticos perante o público brasileiro, normalizando relações diplomáticas e parcerias ideológicas promovidas pelo atual governo federal.

A alusão do magistrado à GloboNews como a "emissora semioficial do consórcio PT-STF" reflete uma perceção crescente na sociedade civil de que há um alinhamento simbiótico entre os principais veículos de comunicação, o partido que ocupa o Poder Executivo e a cúpula do Poder Judiciário. De acordo com esta perspetiva, o jornalismo tradicional abdicou do seu papel histórico de fiscalizar o poder e passou a atuar como um blindador institucional de decisões controversas, suprimindo o contraditório e rotulando as vozes dissidentes da direita como ameaças à democracia, enquanto mima e protege ditadores reais além-fronteiras.

A Crise de Credibilidade e o Despertar da Audiência

O desabafo indignado do Procurador de Justiça — concluído com um sonoro "Que vergonha!" — ecoa o sentimento de milhões de brasileiros que abandonaram a audiência da velha imprensa em busca de fontes alternativas de informação. Portais independentes, canais de comentadores autónomos nas plataformas digitais e redes sociais como o Gettr, Telegram e Twitter tornaram-se os novos refúgios do debate público plural. É nesses ambientes que a população encontra a coragem editorial de chamar os factos pelos seus verdadeiros nomes, livre das amarras comerciais e ideológicas que asfixiam os grandes conglomerados de comunicação.

O episódio serve como um divisor de águas e um apelo à vigilância cidadã. A história e os factos contemporâneos não podem ser sequestrados por interesses político-partidários ou simpatias ideológicas de editores de TV. Enquanto emissoras como a GloboNews insistirem em mascarar a tirania internacional e distorcer o passado nacional, o papel de desmascarar tais narrativas recairá sobre as mentes independentes e corajosas da sociedade, garantindo que a verdade e a honestidade intelectual prevaleçam sobre a manipulação mediática.

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